Mulher pode ganhar 1,5 ano por filho na aposentadoria

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O economista Paulo Tafner sugere conceder 1,5 ano de tempo de contribuição por filho às mães seguradas do INSS. Uma mulher com cinco filhos somaria até 7,5 anos de bônus. A ideia integra o debate sobre uma nova reforma previdenciária em 2027.
A regra não está em vigor nem tramita no Congresso. Trata-se de proposta em estudo, sem projeto de lei protocolado. Por enquanto, valem as regras atuais, como a aposentadoria por idade da mulher aos 62 anos.
Neste artigo, você entende como funcionaria o crédito de contribuição para mães, quem seria beneficiado, a relação com a equiparação entre homens e mulheres e o que fazer enquanto a mudança não sai do papel.
Como o crédito por filho funcionaria na prática
Pela proposta do economista Paulo Tafner, cada mãe receberia um bônus por filho no INSS equivalente a 1,5 ano de tempo de contribuição. O crédito valeria tanto para filhos nascidos vivos quanto para filhos adotados, sem distinção entre as duas situações.
O mecanismo teria um teto: o crédito de contribuição para mães seria limitado a cinco filhos. Na prática, isso significa um acréscimo de até 7,5 anos no tempo de contribuição da mulher, aplicado diretamente ao cálculo da aposentadoria.
A tabela divulgada junto com a proposta ilustra a progressão do benefício conforme o número de filhos:
|
Número de filhos |
Crédito no tempo de contribuição |
|---|---|
|
1 filho |
1,5 ano |
|
2 filhos |
3 anos |
|
3 filhos |
4,5 anos |
|
4 filhos |
6 anos |
|
5 filhos ou mais |
7,5 anos (limite máximo) |
Vale reforçar: a regra é apenas uma sugestão técnica dentro do debate sobre a reforma previdenciária de 2027. Ela não está em vigor, não tramita no Congresso e nenhuma mãe pode requerer o bônus ao INSS hoje.
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