INSS vai exigir CIN para pedir aposentadoria a partir de 2028

Neste artigo
O INSS tornará a Carteira de Identidade Nacional (CIN) documento obrigatório para requerer aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade a partir de 2028. Desde maio de 2026, o documento já é solicitado em parte dos atendimentos presenciais e digitais.
Quem não emitir a CIN dentro do prazo pode ter o requerimento travado. A emissão é gratuita na primeira via e o novo documento unifica o CPF como número único de identificação, com biometria integrada aos sistemas do INSS.
Este artigo explica quem precisa providenciar a CIN, os prazos por faixa etária, como emitir sem custo e o que muda na documentação exigida.
CIN passa a ser obrigatória em janeiro de 2028
A partir de janeiro de 2028, a Carteira de Identidade Nacional será exigida em todos os requerimentos de benefícios previdenciários. Sem o documento, o segurado não conseguirá protocolar pedidos de aposentadoria, auxílio-doença ou salário-maternidade nos canais do INSS.
O impacto atinge principalmente quem ainda usa o RG antigo. Segundo o governo federal, menos da metade da população já emitiu a CIN. Quem deixar para a última hora pode enfrentar filas nos órgãos de identificação estaduais e atrasar o próprio pedido de benefício.
A recomendação é antecipar a emissão, que é gratuita na primeira via e exige apenas o CPF. A regra vale para todas as modalidades, inclusive benefícios por incapacidade, como a aposentadoria por invalidez, que também dependerá do novo documento a partir de 2028.
Quais benefícios exigem o novo documento
A exigência da Carteira de Identidade Nacional (CIN) não vale apenas para quem vai pedir aposentadoria. A regra também alcança o auxílio-doença e o salário-maternidade, três dos benefícios mais requeridos junto ao INSS.
Na prática, qualquer segurado que der entrada em um desses pedidos a partir de 2028 precisará apresentar a CIN. Desde maio de 2026, o documento já vem sendo solicitado em alguns atendimentos, o que sinaliza a transição gradual até a obrigatoriedade total.
Quem pretende requerer benefícios previdenciários nos próximos anos deve se antecipar e emitir o documento, evitando atrasos na análise.
INSS já cobra CIN desde maio de 2026 em alguns casos
A transição para a Carteira de Identidade Nacional não começará apenas em 2028. Desde maio de 2026, o documento já é solicitado em alguns atendimentos do INSS, especialmente nos que envolvem confirmação de identidade presencial.
Na prática, o instituto adota uma fase de adaptação. Quem ainda usa o RG antigo consegue protocolar pedidos normalmente, mas a apresentação da CIN já agiliza a conferência de dados, porque o documento usa o CPF como número único e reduz divergências cadastrais.
Essa etapa intermediária serve para que segurados providenciem a emissão gratuita da CIN antes da obrigatoriedade plena.
Quem fica isento da exigência da CIN
A regra da Carteira de Identidade Nacional não vale para todos os segurados. O INSS definiu grupos dispensados da apresentação do documento, considerando situações em que a emissão seria inviável ou representaria barreira de acesso aos benefícios previdenciários.
Seis grupos ficam fora da exigência:
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Maiores de 80 anos: dispensados por idade, sem necessidade de qualquer comprovação adicional;
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Pessoas com dificuldade de locomoção comprovada: mediante atestado ou laudo médico que demonstre a limitação;
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Moradores de áreas de difícil acesso: como comunidades ribeirinhas, indígenas e zonas rurais isoladas;
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Migrantes: estrangeiros com residência regular no Brasil seguem usando os documentos migratórios próprios;
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Apátridas: pessoas sem nacionalidade reconhecida, que não podem obter a CIN;
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Residentes no exterior: segurados que vivem fora do país e requerem benefícios a distância.
Para esses grupos, o INSS continua aceitando os documentos de identificação tradicionais, como RG antigo, CNH e passaporte.
Como emitir a CIN gratuitamente antes do prazo
O primeiro passo é agendar o atendimento no Instituto de Identificação do seu estado, pelo site oficial ou presencialmente nos postos de identificação. Em vários estados, unidades do Poupatempo e órgãos equivalentes também emitem a Carteira de Identidade Nacional mediante agendamento.
No dia marcado, leve a certidão de nascimento ou de casamento, original ou cópia autenticada. O documento é a base da CIN, já que o novo modelo usa o CPF como número único de identificação em todo o país. A coleta de biometria é feita na hora.
A primeira via da CIN é gratuita em todo o Brasil, por determinação federal. Quem se antecipar evita filas próximas a 2028 e chega preparado ao requerimento do benefício.
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