Nova reforma previdenciária: Entenda

Sim. É isso mesmo. Já estamos escutando notícias sobre uma nova reforma da Previdência Social.

 

Essa semana o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu atenção ao Congresso Nacional em defesa da importância da reoneração da folha de pagamento como essencial para não prejudicar a Previdência Social. Segundo o Ministro, sem essa receita o Brasil irá precisar aprovar uma nova reforma previdenciária em três ou cinco anos.

O Portal do Governo Federal mostra que atualmente, existem no Brasil 23.034.648 aposentados. Desse total, 11.238.991 são homens e 11.795.657 são mulheres, conforme dados de dezembro passado extraídos do Sistema Único de Informações de Benefício (Suibe).

O pais tem hoje 1,97 contribuinte para cada segurado e até 2051 terá mais beneficiários do que contribuintes, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O próprio governo estima que o rombo previdenciário irá dobrar até 2060.

Alguns pessimistas sustentam que a previdência social pode ser equiparada ao esquema de pirâmide, ou seja, que as pessoas que ingressam dependem de novos contribuintes para que no futuro seu retorno seja garantido, tornando o sistema insustentável em determinado momento.

 

Porque então contribuir com a Previdência Social?

O crescente número de beneficiários da Previdência Social e as reformas sofridas pelo sistema periodicamente acabam colocando em dúvida a credibilidade do sistema. A Previdência Social ainda é o instrumento de melhor eficácia na distribuição de renda e cobertura social, sendo seu pagamento garantido pelo Governo Federal.

É comum encontrarmos pessoas, principalmente com idade mais avançada, dizer que possuem o tempo de contribuição suficiente para se aposentar e por isso deixam de fazer contribuições até completarem a idade de 65 anos, para homem, e 62 para mulher, quando lhes serão concedidos a aposentadoria pelo critério etário.

Existe uma falsa ideia de que já efetuaram contribuições suficientes e que a partir de então só precisam aguardar a idade necessária para esta aposentadoria programada. Esse pensamento está equivocado, ao menos em parte.

Precisamos lembrar que além dos benefícios programados, ou seja, aquelas aposentadorias que sabemos quando irão ocorrer decorrente das contribuições e idade, a Previdência Social no Brasil também tem cobertura para outros eventos que estão fora do nosso controle, entre eles os benefícios por incapacidade.

A depender do número de contribuições já realizadas a pessoa pode perder a condição de segurado do INSS caso deixar de fazer os pagamentos, mesmo que já tenha contribuições suficientes para se aposentar no futuro. Perdendo a condição de segurado esses outros acontecimentos imprevisíveis não estarão cobertos pela Previdência Social.

Lembre-se do seguro do carro, do seguro de vida ou do plano de saúde. São investimentos que são feitos na esperança de não serem utilizados. Todavia, se algum imprevisto acontecer, como um acidente automobilístico, o seguro estará de prontidão para socorrê-lo.

Assim, é fundamental que todos não deixem de contribuir com a Previdência Social, pois imprevistos acontecem. Além disso, quanto maior o número de pessoas contribuindo o sistema tende a se fortalecer, garantindo o pagamento dos benefícios para quem necessitar.

 

Não deixe de fazer seu planejamento previdenciário.

 

É de vital importância para garantir uma melhor aposentaria que a pessoa consulte um especialista em previdência. A orientação sobre a forma de recolhimento da contribuição e as projeções com os valores dos benefícios é essencial para a segurança futura.

Para saber mais sobre a forma ideal de qual regime optar é imprescindível um estudo individual elaborado por um especialista em previdência. Os recolhimentos sem essa análise poderão causar prejuízos e uma frustração no valor dos benefícios.

Um planejamento previdenciário adequado deverá ter início através de uma análise da situação perante a Previdência Social. Tomar uma decisão errada nesse momento pode ser um caminho sem volta. Nada de precipitação em relação aos planos para o futuro.

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