Sequelas de fratura de tíbia e fíbula são marcas que ficam no corpo e na vida de quem passou por esse trauma doloroso. Quem já quebrou a “canela” sabe que a recuperação é lenta, exige gesso, cirurgias com placas e parafusos, e muita fisioterapia.
Mas, para quem já passou dos 50 anos, o desafio não termina quando o osso cola. Muitas vezes, a perna nunca mais volta a ser a mesma, ficando inchada, com dores nos dias frios ou com uma leve manqueira que atrapalha o caminhar.
Essas limitações não são apenas “coisas da idade” ou “azar”. Elas geram direitos no INSS e podem garantir uma indenização em dinheiro para ajudar no seu sustento, principalmente se a força de trabalho diminuiu. Neste texto, vamos explicar de forma fácil o que você pode receber do governo e da empresa se ficou com marcas definitivas desse acidente.
O que são essas sequelas de fratura de tíbia e fíbula na prática?
Quando falamos em sequelas de fratura de tíbia e fíbula, estamos falando daquelas dificuldades que persistem meses ou anos após o acidente. Pode ser um tornozelo que não dobra tudo o que deveria, um joelho que estala e dói ao subir escadas ou até mesmo uma perna que ficou um pouquinho mais curta que a outra, causando desequilíbrio na coluna.
Para um trabalhador braçal, como um pedreiro ou um motorista, ter sequelas de fratura de tíbia e fíbula significa perder produtividade. Você demora mais para fazer o serviço, cansa mais rápido e, às vezes, não consegue mais carregar o mesmo peso de antes. É justamente para compensar essa perda que a lei previdenciária existe.

O primeiro passo: Auxílio-Doença
Logo que você quebra a perna, o primeiro direito é o Auxílio-doença. Esse benefício serve para pagar seu salário enquanto você está com o gesso ou se recuperando da cirurgia. O foco aqui é o repouso.
Porém, quando o médico do INSS te dá alta, ele pode não perceber que restaram sequelas de fratura de tíbia e fíbula. Ele diz que o osso colou e te manda voltar ao trabalho. É nesse momento que você precisa ficar atento. Se você voltou a trabalhar, mas sente que a perna “trava” ou dói, você pode ter direito a um segundo benefício, que pouca gente conhece.
A Indenização do INSS: Auxílio-Acidente
Se as sequelas de fratura de tíbia e fíbula deixaram qualquer limitação permanente — por menor que seja, você tem direito ao Auxílio-Acidente.
Diferente do auxílio-doença, esse benefício permite que você continue trabalhando e recebendo salário. Ele é uma indenização mensal de 50% do valor do seu benefício, paga pelo INSS até você se aposentar.
É um dinheiro para compensar o fato de que agora você precisa fazer mais esforço para realizar as mesmas tarefas. Se o INSS não te concedeu isso automaticamente na alta, você pode brigar na Justiça para receber, inclusive os atrasados.
E se foi Acidente no Trabalho?
Se a quebra da perna aconteceu dentro da empresa ou no trajeto, a situação é ainda mais séria. O acidente no trabalho garante que a empresa continue depositando seu FGTS enquanto você está afastado. Além disso, ao voltar, você tem estabilidade de 12 meses no emprego.
Aqui entra uma comparação importante sobre estabilidade. Muitos trabalhadores com doenças mentais pesquisam se “CID f322 pode ser demitido” (depressão grave). A resposta para eles muitas vezes é triste, pois doença comum não garante emprego. Mas, no seu caso, se as sequelas de fratura de tíbia e fíbula vieram de um acidente de trabalho, sua estabilidade é garantida por lei. Ninguém pode te demitir sem justa causa por um ano após o retorno.
Indenização da Empresa: Danos Morais e Materiais
Além dos direitos no INSS, as sequelas de fratura de tíbia e fíbula podem gerar indenizações pagas pelo patrão. Se o acidente aconteceu por culpa da empresa (falta de EPI, piso escorregadio, escada podre), você pode processar. O juiz pode mandar a empresa pagar:
- Danos Morais: Pela dor física e sofrimento da cirurgia.
- Danos Estéticos: Se a perna ficou torta ou com cicatrizes feias.
- Pensão Mensal: Se a sequela reduziu sua capacidade de trabalho para sempre.

Como comprovar para receber?
Para garantir seus direitos sobre as sequelas de fratura de tíbia e fíbula, você precisa de provas. Guarde todos os Raio-X (do dia da quebra e os atuais), relatórios médicos descrevendo a limitação de movimento e receitas de remédios para dor.
Muitas vezes, a pessoa se acostuma com a dor e acha que é normal. Não é. Se as sequelas de fratura de tíbia e fíbula dificultam sua vida, a lei deve te amparar.
Não deixe dinheiro na mesa. Se você sofre com sequelas de fratura de tíbia e fíbula, procure um advogado especialista. Seja o auxílio-acidente do INSS (que paga metade do benefício todo mês) ou uma indenização da empresa, esse dinheiro é seu por direito e serve para trazer mais conforto para sua vida.
Lembre-se: ter sequelas de fratura de tíbia e fíbula não é o fim da linha, mas exige que você lute para que o prejuízo na sua saúde seja compensado financeiramente.

















