Pesquisa resulta em palmilha inteligente para prevenir quedas de idosos

O Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) apresentou uma inovação promissora no campo da saúde: a SenseShoes, uma palmilha inteligente desenvolvida em parceria com a iniciativa privada e com financiamento da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O dispositivo surge como um aliado para a prevenção de quedas entre a população idosa.

Equipado com tecnologia de Inteligência Artificial, a peça é capaz de fornecer informações precisas sobre a pressão do pé ao caminhar, características do caminhar, postura e equilíbrio do usuário. Esses dados são usados para identificar o risco de quedas em idosos, visando melhorar sua mobilidade e autonomia.

 

Quedas representam riscos

A queda é um dos problemas mais graves que pode acontecer a idosos e, por isso, uma grande preocupação para os familiares. O medo se justifica: De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, um terço da população acima dos 65 anos sofre uma queda uma vez ao ano. Na faixa dos 75 aos 84 anos, a porcentagem fica entre 35% a 40% e, acima dos 85 anos, metade da população sofre uma queda anual.

Segundo o Ministério da Saúde, os fatores de risco que mais se associam às quedas são:

  • Idade avançada (80 anos e mais);
  • Sexo feminino;
  • História prévia de quedas;
  • Imobilidade;
  • Baixa aptidão física;
  • Fraqueza muscular de membros inferiores;
  • Fraqueza do aperto de mão;
  • Equilíbrio diminuído;
  • Marcha lenta com passos curtos;
  • Dano cognitivo;
  • Doença de Parkinson;
  • Uso de medicamentos sedativos, hipnóticos, ansiolíticos;
  • Uso de vários medicamentos;
  • Residências com escadas;
  • Cômodos mal iluminados;
  • Disposição inadequada de móveis;
  • Peças escorregadias e objetos sólidos espalhados pelo chão.

 

Consequências das quedas

Entre as principais consequências da queda de uma pessoa idosa estão as fraturas, sendo as mais comuns as de colo de fêmur, antebraço e coluna vertebral. Em situações mais graves, o idoso pode sofrer traumatismo crânio-encefálico ou o chamado hematoma subdural, caracterizado pelo acúmulo de sangue no crânio. Além disso, independentemente da presença de fraturas, as quedas frequentemente resultam em hospitalizações prolongadas para os idosos, podendo acarretar prejuízos funcionais significativos em curto e longo prazos.

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