CID insuficiência cardíaca é o diagnóstico que muda o ritmo da vida. De repente, subir um lance de escada parece uma maratona e carregar uma sacola de mercado se torna uma missão impossível.
Quem convive com o “coração cansado” sabe que o medo de faltar o ar no meio da noite ou o inchaço nas pernas são companheiros diários que minam a força de trabalho e a alegria de viver.
Quando o médico diz que o coração não tem mais força para bombear o sangue como deveria, a preocupação financeira bate forte. Afinal, como manter o emprego se o corpo pede repouso absoluto? A dúvida sobre aposentadoria e valores é urgente e justa.
O que significa CID insuficiência cardíaca?
O CID insuficiência cardíaca aparece no laudo quando o “motor” do nosso corpo falha. Imagine uma bomba d’água que perdeu a pressão. Ela ainda funciona, mas não consegue levar água para a casa toda. É isso que acontece com o sangue. Ele não chega direito nos músculos, e por isso você sente tanto cansaço.
Muitas vezes, o médico especifica o problema usando o termo cid insuficiência cardíaca congestiva. A palavra “congestiva” significa que, como o sangue não circula bem, ele “engarrafou” e o líquido vazou para os tecidos, causando aquele inchaço grande nas pernas e água no pulmão. É uma sensação de afogamento que desespera qualquer um.
Para o INSS, essa condição é considerada uma “Cardiopatia Grave”. E isso é muito importante, pois coloca você em uma lista de proteção especial dentro da lei previdenciária.

A questão do valor: é aposentadoria integral?
Aqui precisamos ser muito honestos para você não se iludir. Muita gente pergunta se o CID insuficiência cardíaca garante 100% do valor do salário. Antes da Reforma da Previdência de 2019, a resposta era quase sempre sim. Mas a regra mudou.
Hoje, ter a doença garante a isenção de carência. Isso significa que você não precisa ter pago os 12 meses mínimos de INSS. Se você pagou apenas um mês e o coração falhou, você já tem direito ao benefício. Porém, o cálculo do valor (o dinheiro que cai na conta) segue a regra geral: 60% da média de todos os seus salários, subindo um pouco a cada ano que você trabalhou a mais.
A aposentadoria só é integral (100%) se a doença for considerada “doença ocupacional” (causada pelo trabalho) ou se você conseguir reverter isso na Justiça, o que é uma batalha à parte.
Quando a crise acontece
A doença tem fases. Tem dias que você está bem, tomando o remédio. Mas existem momentos terríveis, identificados como cid insuficiência cardíaca descompensada. É quando o remédio não segura mais, a falta de ar vem em repouso e a internação é obrigatória.
O perito do INSS olha justamente para essa gravidade. Ter o CID insuficiência cardíaca no papel é o primeiro passo, mas provar que você tem “descompensações” frequentes é o que garante a aposentadoria por invalidez. Ninguém consegue trabalhar se precisa ir ao hospital todo mês para tomar diurético na veia.
Não confunda os inchaços
É comum haver confusão entre problemas. Às vezes, a pessoa tem pernas inchadas e acha que é do coração, mas pode ser CID insuficiência venosa (problemas de varizes e circulação).
Para o INSS, a diferença é vital. O problema venoso afeta as pernas; o CID insuficiência cardíaca afeta a vida, o fôlego e a capacidade de fazer qualquer esforço. Por isso, a cardiopatia costuma ter uma aprovação mais rápida de aposentadoria do que as varizes, dada a gravidade do risco de morte súbita.
A prova de ouro: Fração de Ejeção
Não chegue na perícia apenas com a receita médica. Para que o CID insuficiência cardíaca vire aposentadoria, você precisa do Ecocardiograma. Nesse exame, procure um número chamado “Fração de Ejeção”.
Se esse número estiver baixo (geralmente abaixo de 40% ou 30%), é a prova matemática de que seu coração está fraco. Leve também o código específico cid 10 insuficiência cardíaca congestiva (I50.0) anotado pelo cardiologista, descrevendo que você tem sintomas mesmo parada ou com pequenos esforços (Classe NYHA III ou IV).

E se o INSS negar?
Infelizmente, o INSS nega muitos pedidos, alegando que a pessoa pode fazer “trabalho leve”. Se isso acontecer com o seu CID insuficiência cardíaca, não desista.
O perito do INSS muitas vezes é clínico geral e não cardiologista. Nesses casos, procurar um advogado para aposentadoria especialista em saúde pode ser o caminho para levar o caso à Justiça Federal. Lá, o perito será um cardiologista de verdade, que entenderá que um coração com 30% de força não consegue pegar ônibus nem trabalhar sentado sob estresse.
Se a doença for tão grave que você precisa de ajuda para tomar banho, comer ou se vestir, o portador de CID insuficiência cardíaca pode ter direito a um acréscimo de 25% no valor da aposentadoria. Isso serve para ajudar a pagar um cuidador ou familiar que te auxilia.
Não force seu corpo além do limite. O CID insuficiência cardíaca é coisa séria. Se o trabalho está colocando sua vida em risco, o afastamento é seu direito.
Embora o valor possa não ser integral dependendo do seu tempo de contribuição, a isenção de carência e a proteção mensal são garantidas. Junte seus exames de imagem, peça um laudo detalhado sobre sua falta de ar e busque o amparo que você merece.
















