Golpe utiliza suposta lista de indeferimentos do INSS para enganar beneficiários

Golpe utiliza suposta lista de indeferimentos do INSS para enganar beneficiários

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) emitiu um alerta aos segurados sobre uma nova modalidade de golpe, que utiliza falsas informações para ludibriar aposentados e pensionistas. Nesta fraude, os criminosos alegam a existência de uma suposta lista de pedidos de benefícios indeferidos pelo INSS, utilizando esse pretexto para instigar o ingresso de ações judiciais em nome dos segurados. O objetivo é acessar dados e, potencialmente, extorquir valores de cidadãos.

A descoberta da tentativa de fraude ocorreu no Rio de Janeiro, quando um segurado foi informado, por meio de oficial de justiça, de que havia um processo judicial em seu nome. A ação pretendia reverter o suposto indeferimento de um pedido de benefício junto ao INSS, com base em uma suposta lista de requerimentos negados pelo órgão. Diante da situação, a Justiça solicitou esclarecimentos ao INSS sobre a veracidade da referida lista.

Em resposta, o INSS negou a existência de uma lista pública de benefícios indeferidos, explicando que qualquer informação sobre pedidos de concessão é restrita aos segurados e seus representantes legais cadastrados. Segundo a Coordenação de Gestão de Benefícios do INSS, a abordagem realizada pelos golpistas é extremamente grave, pois envolve a apresentação de processos sem o conhecimento prévio do beneficiário.

Dados protegidos

O INSS ainda alertou para a necessidade de os segurados se manterem vigilantes quanto à proteção de seus dados, ressaltando que não divulga informações sigilosas para terceiros. Quando necessário, o órgão entra em contato diretamente com os segurados por canais oficiais, como SMS, mensagens pelo aplicativo “Meu INSS”, telefonemas, correspondência registrada e através da rede bancária.

Para prevenir esses casos, o INSS recomenda que os segurados desconfiem de pessoas desconhecidas que ofereçam serviços em nome do órgão, especialmente quando não há procuração ou qualquer vínculo oficial com o segurado. Nos casos em que houver dúvida, o cidadão pode registrar uma queixa por meio do canal telefone 135, além de poder acionar a polícia.

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