Cardiopatia grave aposenta? Veja quem tem direito

Cardiopatia grave aposenta? Veja quem tem direito

cardiopatia grave aposenta

Cardiopatia grave aposenta? Se você tem mais de 50 anos e enfrenta desafios com a saúde do coração, essa pergunta certamente já passou pela sua cabeça. A resposta é positiva: o sistema previdenciário brasileiro reconhece que doenças cardíacas severas podem impedir a continuidade da vida laboral.

Muitas vezes, o segurado tenta “empurrar com a barriga”, acreditando que o cansaço excessivo ou as palpitações são apenas sinais da idade. No entanto, quando o diagnóstico médico aponta uma condição severa, o esforço contínuo no emprego pode ser perigoso. Veja mais!

Cardiopatia grave aposenta: Entenda os critérios do INSS

Para que o INSS confirme que a cardiopatia grave aposenta, não basta apresentar uma receita médica ou o nome da doença. A perícia médica avalia o grau de incapacidade que a enfermidade gera. 

A cardiopatia é um termo amplo que engloba diversas doenças, mas a aposentadoria por incapacidade permanente só é concedida quando o quadro é considerado “grave”, ou seja, quando o coração não consegue realizar suas funções básicas sem gerar risco ou sofrimento extremo ao paciente.

Diferente de outras doenças, a cardiopatia grave faz parte de uma lista especial do Ministério da Saúde e da Previdência. 

Isso significa que, se comprovada a gravidade, o segurado tem direito ao benefício sem precisar cumprir a carência de 12 meses de contribuição. Isso é vital para quem teve um problema súbito e precisa de suporte imediato.

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O que é cardiopatia e quando ela se torna grave?

Muitos leitores do B50 ficam confusos sobre os termos técnicos. Afinal, o que é cardiopatia? Em resumo, é qualquer doença que afete o coração ou os vasos sanguíneos. Para o INSS, ela se torna grave quando limita a capacidade funcional do indivíduo. Os peritos costumam observar alguns sinais específicos:

  • Fração de ejeção do coração reduzida (detectada no ecocardiograma);
  • Presença de arritmias complexas e perigosas;
  • Cansaço extremo aos mínimos esforços ou em repouso;
  • Necessidade de uso de dispositivos como marcapasso ou desfibrilador interno.

Uma dúvida comum entre os trabalhadores é: a cardiopatia é grave? A resposta depende da avaliação funcional. Se você consegue levar uma vida normal com medicamentos, ela pode ser considerada leve ou moderada. 

Porém, se você não consegue subir um lance de escadas ou carregar uma sacola sem sentir falta de ar intensa, o enquadramento como grave é muito provável, facilitando a concessão do benefício.

Quando a cardiopatia aposenta e o papel da perícia

Saber exatamente quando a cardiopatia aposenta exige atenção ao momento da perícia. O perito não é seu médico assistente; ele é um avaliador do Estado.

Por isso, você deve levar laudos detalhados que expliquem não apenas o diagnóstico, mas as suas restrições diárias. Se você é um motorista e não pode dirigir por risco de síncope (desmaio), ou se é um pedreiro e não pode carregar peso, isso deve estar escrito de forma clara.

Nessa fase, a orientação de um advogado previdenciario é extremamente valiosa. Esse profissional auxilia na organização da “pasta médica”, garantindo que nenhum exame essencial fique de fora e que a petição destaque os pontos que o INSS costuma ignorar. 

O advogado também ajuda a analisar se a sua idade e profissão dificultam uma reabilitação, o que fortalece a tese de aposentadoria definitiva.

Relação entre o trabalho e a saúde do coração

Em alguns casos, o problema cardíaco é agravado por condições de estresse extremo ou acidentes no ambiente de trabalho. Aqui, entra um conceito importante para quem busca entender a CAT o que é

A Comunicação de Acidente de Trabalho deve ser emitida se houver suspeita de que o ambiente laboral causou ou piorou o quadro cardíaco (como um infarto decorrente de estresse agudo). Isso muda a natureza da aposentadoria para “acidentária”, o que pode garantir valores maiores de benefício e a manutenção do FGTS.

Direitos adicionais para o aposentado por cardiopatia grave

Além de garantir o sustento mensal, o reconhecimento de que a cardiopatia grave aposenta traz benefícios “invisíveis” que muitos segurados desconhecem. Esses direitos são fundamentais para reduzir os custos com saúde e garantir uma vida mais confortável após os 50 anos.

Isenção de Imposto de Renda

Todo aposentado que possui cardiopatia grave tem direito à isenção do Imposto de Renda sobre o valor do benefício. Isso significa que o valor que seria retido na fonte fica integralmente no seu bolso. Este direito permanece mesmo que a doença tenha sido controlada por cirurgia ou medicamentos, pois a lei reconhece a necessidade de gastos permanentes com saúde.

O adicional de 25% no valor do benefício

Se o quadro cardíaco for tão severo que o aposentado precise da ajuda constante de outra pessoa para atividades básicas (comer, vestir-se, locomover-se), ele pode solicitar um acréscimo de 25% no valor da aposentadoria. Esse valor extra é destinado a ajudar no custeio de cuidadores ou familiares que dedicam tempo integral ao paciente.

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Quitação de imóvel financiado

Muitas pessoas ignoram que seus contratos de financiamento imobiliário possuem seguros contra invalidez. 

Se você for aposentado por invalidez devido a uma cardiopatia grave, pode ter o direito de quitar o saldo devedor do seu imóvel junto ao banco. É um alívio imenso ver a casa própria protegida em um momento de fragilidade.

Lutar pela aposentadoria não é apenas uma questão de parar de trabalhar, é uma questão de sobrevivência e justiça para quem deu o melhor de si por décadas. 

Confirmar que a cardiopatia grave aposenta exige paciência e organização, mas os benefícios colhidos trazem a paz necessária para cuidar do coração. Não deixe para depois; reúna seus exames, procure orientação correta e faça valer o que a legislação previdenciária reserva para o seu amparo.

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