CID M17 é o código que aparece no seu laudo médico quando os seus joelhos começam a reclamar de uma vida inteira de esforço.
Quem sente essa dor sabe que não é apenas um incômodo passageiro; é uma sensação de que as “dobradiças” da perna estão enferrujadas, rangendo e doendo a cada passo que a gente dá.
Acordar de manhã e sentir as pernas rígidas, ter medo de descer uma escada ou sentir aquelas pontadas agudas ao levantar da cadeira são situações que transformam a rotina em um desafio. A gente tenta ser forte, mas o corpo pede descanso.
Detalhando o CID M17
Muitas pessoas saem do consultório com o papel na mão e correm para perguntar cid m17 o que significa. Trocando em miúdos, estamos falando da “Gonartrose”, ou popularmente, a artrose no joelho. É quando a cartilagem, aquela “borrachinha” que protege a ponta dos ossos, se gasta.
Com o tempo e o esforço, essa proteção some e o osso começa a raspar no osso. É isso que causa a dor terrível e o inchaço. Quando o médico anota cid 10 m17, ele está confirmando que o amortecedor natural do seu joelho já não funciona como antes.
Para o INSS, isso é muito importante porque a artrose é uma doença progressiva. Ela não “sara” como uma gripe. Ela precisa de cuidado constante para não travar a pessoa de vez.

Quando o problema ataca os dois lados
A situação fica ainda mais delicada quando o desgaste atinge as duas pernas ao mesmo tempo. Nesses casos, o médico costuma usar o código cid m17.0, que indica a “Gonartrose primária bilateral”.
Ter os dois joelhos ruins tira a sua base de apoio. Se uma perna dói, a gente joga o peso na outra. Mas e quando as duas doem? O risco de queda aumenta e a capacidade de ficar em pé no trabalho desaparece. O CID M17 bilateral é um argumento muito forte na hora de pedir o benefício, pois mostra que você não tem “rota de fuga” para aliviar a dor.
A diferença para outros problemas de joelho
É importante não confundir as coisas. A artrose é o desgaste pelo uso e pela idade. É diferente, por exemplo, de quando você torce o joelho e rasga o menisco ou os ligamentos, situações classificadas como CID M23.
Enquanto o problema nos meniscos muitas vezes se resolve com uma cirurgia rápida e costura, o CID M17 é uma doença crônica. O tratamento envolve remédios para dor, fisioterapia para fortalecer e, em casos extremos, a troca do joelho por uma prótese de metal.
O auxílio-doença e aposentadoria por invalidez
Bom, uma coisa é fato: se a dor estiver muito forte, o joelho estiver inchado (com água) e você não conseguir andar direito, o médico deve te afastar. Se esse tempo for maior que 15 dias, você entra no auxílio-doença. Então, pode ficar tranquilo quanto a isso.
O CID M17 costuma gerar afastamentos recorrentes. É comum a pessoa melhorar, voltar a trabalhar, forçar de novo e ter que se afastar outra vez.
Mas, se piorar e sua profissão exigir esforços que possam atrapalhar a recuperação ou até piorar, aí pode surgir a aposentadoria por invalidez..
Se você trabalha em escritório, sentado, o INSS pode achar que dá para continuar. Mas se você é pedreiro, faxineira, vigilante ou trabalhador rural, a história muda. Esses trabalhos exigem joelhos fortes.
Se o desgaste for total, a idade for avançada e a cirurgia de prótese for arriscada ou não recomendada, a aposentadoria por invalidez pode ser concedida. O perito precisa ver que não existe chance de reabilitação para outra função.
Atenção aos detalhes do laudo
Às vezes, o médico pode usar um código mais genérico, como cid m17.9, que significa “Gonartrose não especificada”. Isso não é ruim, mas exige que você leve provas visuais.
A palavra do paciente é importante, mas para o CID M17, a imagem é rainha. Leve o Raio-X recente. No Raio-X de quem tem artrose, dá para ver claramente que o espaço entre os ossos sumiu. É a prova cabal de que “osso com osso” está acontecendo ali.

Dicas para a perícia médica
No dia da perícia, o nervosismo é normal. Mas lembre-se: o perito quer ver a funcionalidade. Se você tem o código cid m17 no papel, não tente disfarçar a sua dificuldade de andar.
Se você usa bengala, leve a bengala. Se usa joelheira, vá com ela. Se você manca, não tente andar “bonito” na frente do médico. Mostre a realidade difícil que você enfrenta para ir da cama ao banheiro.
Leve também as receitas de remédios. O uso contínuo de analgésicos fortes prova que a dor é crônica. O perito precisa montar o quebra-cabeça: exame de imagem + receitas + sua dificuldade de andar.
Não aceite trabalhar com dor insuportável por medo de ser demitido. O CID M17 é uma condição de saúde reconhecida e que afeta a sua dignidade.
Se for uma crise de dor, o auxílio-doença serve para você se recuperar. Se o joelho não tem mais conserto e te impede de ganhar o pão, a aposentadoria é o caminho justo e, caso precise, não deixe de contar com um advogado de previdência.














