CID tce é o código que marca um antes e um depois na vida de qualquer pessoa. Um acidente de carro, uma queda feia em casa ou uma pancada forte no trabalho podem causar o Traumatismo Cranioencefálico.
De repente, a pessoa que era ativa e cheia de vida passa a enfrentar tonturas, esquecimentos ou dificuldades para se mexer. Para a família, o susto é enorme. Depois da correria do hospital e da UTI, vem a realidade do dia a dia em casa.
A pessoa muitas vezes muda o comportamento, fica mais irritada ou simplesmente não consegue mais fazer as coisas que fazia antes. E aí surge a dúvida: como fica o sustento da casa se ela não puder mais trabalhar?
CID tce: entendendo o diagnóstico
Quando você recebe a papelada do hospital, é comum ficar confuso com os termos médicos. Muitas pessoas pesquisam na internet por tce cid para tentar entender a gravidade da lesão. Basicamente, isso significa que o cérebro sofreu um impacto e pode ter ficado com machucados internos.
O grande problema do CID tce é que ele não é uma doença que “sara” igual a uma gripe. O cérebro é o comandante do nosso corpo. Se ele se machuca, pode afetar a fala, o movimento das pernas, a visão ou até a memória.
Para o INSS, o que importa não é apenas a batida na cabeça, mas o que sobrou dela. São as sequelas que dão direito ao benefício. Se a pessoa bateu a cabeça, mas depois de um mês voltou ao normal, a vida segue. Mas se ficaram marcas que impedem o trabalho, o INSS deve amparar.

A gravidade faz toda a diferença
Nem todo trauma é igual. O médico usa códigos específicos para dizer o tamanho do problema. O código geral cid 10 tce (S06) abrange desde aquela batida leve até os casos gravíssimos de coma.
É importante saber que existem graus. No caso do cid tce leve, a pessoa pode ter ficado apenas um pouco atordoada, ter tido dor de cabeça e náusea, mas sem lesões profundas no cérebro. Nesses casos, o afastamento costuma ser curto, apenas para observação e repouso.
Porém, mesmo o CID tce considerado “leve” pode trazer surpresas. Às vezes, a pessoa desenvolve labirintite, zumbido no ouvido ou dificuldade de concentração meses depois. Por isso, nunca deixe de acompanhar com o neurologista.
Comparando com outras doenças
Para você entender como o INSS pensa, vamos comparar. Diferente de doenças respiratórias, como a asma CID, que afeta o pulmão e causa falta de ar em crises, o trauma na cabeça pode mudar a personalidade da pessoa ou a capacidade de raciocínio.
Na asma, a pessoa geralmente mantém a mente perfeita para trabalhar em escritório, por exemplo. Já no CID tce, se a memória for afetada, a pessoa pode não conseguir fazer nem trabalhos simples, colocando em risco a si mesma e aos outros. Por isso, a avaliação da perícia para casos neurológicos costuma ser bem detalhada.
O benefício é vitalício?
Essa é a pergunta que todos fazem: a aposentadoria por CID tce é para sempre? A resposta é: depende. Não existe aposentadoria automática vitalícia só pelo diagnóstico.
Primeiro, você entra no auxílio-doença. O governo dá um tempo para ver se o cérebro desincha e se recupera com fisioterapia e fonoaudiologia. O cérebro tem uma capacidade incrível de reaprender, chamada neuroplasticidade.
Se, após esse tempo de tratamento, ficar provado que as sequelas do CID tce são irreversíveis (não têm mais conserto), aí sim o benefício pode virar Aposentadoria por Incapacidade Permanente.
Atenção aos termos do laudo
Às vezes, o médico pode escrever no laudo termos como tce leve cid S06.0 (concussão). Mesmo que esteja escrito “leve”, se você sentir que não consegue trabalhar, peça para ele descrever os sintomas.
Um laudo com CID tce precisa dizer o que você não consegue fazer. Exemplo: “Paciente com perda de memória recente”, “dificuldade de marcha”, “alteração de comportamento com agressividade”. São essas frases que provam a incapacidade.
E se a pessoa nunca pagou o INSS?

Acidentes acontecem com todo mundo, inclusive com quem está desempregado ou nunca contribuiu. Se o acidente deixou sequelas graves e a família é de baixa renda, é possível pedir o BPC/LOAS pelo CID tce.
Nesse caso, a sequela do acidente é considerada uma deficiência física ou mental. O governo avalia a pobreza da família e a gravidade da lesão.
Dicas para a perícia médica
No dia da perícia do CID tce, leve todos os exames desde o dia do acidente. A Tomografia da época, os relatórios da UTI e, principalmente, um relatório atual do neurologista.
Se a pessoa precisa de ajuda para tomar banho, comer ou se vestir, avise o perito. Isso pode garantir um adicional de 25% no valor da aposentadoria se ela for concedida.
O acidente já trouxe sofrimento suficiente. Não deixe a burocracia trazer mais. O CID tce é uma condição séria. Se houver sequelas que impedem o trabalho, o benefício é um direito.
Seja temporário para recuperação ou permanente (aposentadoria), o sistema deve proteger quem não pode mais trabalhar. Junte a documentação, tenha paciência com a recuperação e busque seus direitos.













