CID insuficiência venosa é muito mais do que um código médico num papel; é a tradução daquela noite mal dormida por causa das cãibras ou da vergonha de mostrar as pernas. Sabe aquela sensação de chegar em casa, tirar o sapato e sentir que as pernas pesam uma tonelada, como se tivesse chumbo dentro das veias? É sobre isso que precisamos conversar hoje.
Não estamos falando aqui de vasinhos estéticos que incomodam no espelho. Estamos falando de saúde, de dor crônica e do medo real de não conseguir aguentar o tranco no trabalho até a aposentadoria chegar. Se você está sentindo que suas pernas não te obedecem mais, este texto foi escrito pensando em você.
CID insuficiência venosa aparece quando o corpo dá o sinal de alerta
O médico escreve CID insuficiência venosa no laudo, mas o que o seu corpo está gritando é “socorro”. As veias das pernas funcionam como estradas que levam o sangue de volta para o coração. Quando elas falham, o sangue engarrafa lá embaixo.
O resultado? Inchaço que deforma o tornozelo, pele que vai ficando escura e sensível e uma queimação que não passa. Muita gente pesquisa na internet por insuficiência venosa cid achando que vai encontrar uma cura mágica, mas a verdade é que essa é uma doença que exige mudança de vida.
O INSS sabe disso. O perito sabe que não é “frescura”. Mas ele precisa ter certeza de que essa dor é tão grande que te impede de ganhar o seu pão.

A batalha diária de quem trabalha em pé
Aqui está o ponto mais sensível da nossa conversa. A CID insuficiência venosa é cruel com quem ganha a vida em pé. Imagine uma cozinheira num ambiente quente, uma faxineira subindo escada ou um vigilante parado na porta do banco. Para essas pessoas, a gravidade é muito maior.
Diferente de doenças graves que isentam carência automaticamente, como acontece com alguns casos de câncer (o famoso CID c61), nas varizes você tem que provar que a sua profissão é a vilã da história.
Você precisa mostrar ao perito que continuar trabalhando está destruindo sua saúde. Se o seu trabalho exige que você fique 8 horas em pé e suas veias não aguentam mais, o afastamento não é um favor, é uma necessidade médica para evitar que uma úlcera se abra.
O medo da ferida que não fecha
Existe um momento em que a doença evolui. Deixa de ser apenas dor e vira o que os médicos chamam de insuficiência venosa crônica cid (I87.2). É quando aparece a úlcera venosa, aquela ferida aberta, geralmente perto do tornozelinho, que dói, minaa água e demora meses (às vezes anos) para fechar.
Quando a situação chega nesse ponto, a discussão acaba. Ninguém consegue trabalhar com uma ferida aberta exposta a bactérias. O CID insuficiência venosa nesse estágio exige repouso absoluto com as pernas para cima.
Nesses casos, o auxílio-doença é praticamente garantido para que você possa fazer os curativos e tentar cicatrizar essa lesão. É o tempo que o governo te dá para cuidar de si mesmo.
Mas afinal, é possível se aposentar?
A pergunta que traz esperança e medo: será que o CID insuficiência venosa me aposenta de vez? A resposta é sim, mas é reservada para quem já tentou de tudo.
Se você já operou as varizes (fez a safenectomia), usou as meias caras, tomou os remédios e, mesmo assim, o inchaço continua monstruoso e as feridas voltam a abrir, o quadro pode ser considerado irreversível.
Às vezes, no laudo aparece escrito cid insuficiência venosa periférica avançada. Se você já tem uma certa idade e sempre trabalhou no pesado, o juiz ou o perito podem entender que não adianta te mandar aprender outra profissão.
O corpo já não responde. A aposentadoria por invalidez vem para garantir sua dignidade quando as pernas pedem descanso definitivo.

O segredo para vencer a perícia
Não adianta chegar lá apenas reclamando de dor. O perito precisa “ver” o que está acontecendo dentro da sua perna. O CID insuficiência venosa precisa ser provado com imagem.
O exame que você não pode esquecer é o “Eco Doppler Venoso”. Ele é o raio-X das suas veias. Ele mostra onde o sangue está parado. Se o seu médico colocar no papel termos como insuficiência venosa periférica cid I87 com “refluxo grave”, isso é música para os ouvidos de quem busca o benefício.
Outra dica de amigo: no dia da perícia, vá com a perna à mostra. Se tiver inchaço ou manchas escuras, mostre. Se usar meia elástica, vá com ela. A realidade visual conta muito.
Um conselho final
Não espere a perna “estourar” para buscar ajuda. O CID insuficiência venosa é progressivo. Se você sente que não dá mais, procure um cirurgião vascular, faça o Doppler e peça um laudo honesto sobre a sua capacidade de trabalho.
Seja para um tempo de repouso (auxílio-doença) ou para parar de vez (aposentadoria), o sistema existe para te proteger. Suas pernas te carregaram a vida inteira, sustentaram sua família e seus sonhos. Agora, é hora de você cuidar delas. Tenha fé, organize sua papelada e lute pelo seu direito.
















